Marqueteiro de Macron enaltece Huck e diz estar aberto a negócios
Texto de Ana Krüger e Eduardo Barretto do Poder360.
O fenômeno não é novo. O norte-americano James Carville ganhou uns trocados aqui do PSDB e até de Paulo Maluf. O Brasil já também tentou exportar seu modelo, com o marqueteiro petista João Santana (hoje condenado e de tornozeleira eletrônica) virando uma espécie de guru de campanhas bolivarianas latinas e africanas.
Agora, é a vez de 1 francês jogar 1 feitiço na mídia e nos políticos brasileiros. Guillaume Liegey se apresenta recorrentemente como o “guru” ou “estrategista” de Emanuel Macron, presidente da França.
O fato é que ele não foi o único nem o mais importante marqueteiro na campanha de Macron. Aliás, o próprio presidente francês foi o maior propagandista de si próprio. Guillaume Liegey divide sua empresa de tecnologia, Liegey Muller Pons, com mais duas pessoas: Arthur Muller e Vincent Pons.
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Liegey tem mais certezas do que dúvidas. Diz com autoridade que os “outsiders” têm chance de ganhar o Planalto. Cita sempre o empresário e apresentador da TV Globo Luciano Huck.
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Mas, afinal, como fazer o Brasil virar uma França em termos eleitorais, elegendo 1 azarão, alguém de fora das grandes estruturas partidárias? Liegey está seguro e tem, claro, mas oferece uma resposta vaga: “Estou convencido de que o modelo pode ser importado para o Brasil”.
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O método de Liegey se baseia, principalmente, no que ele chama de “face to face” (ele deu a entrevista para o Poder360 falando em inglês): voluntários que batem na porta das casas dos eleitores, fazendo campanha direta a favor de 1 determinado candidato.
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O que fazer nesses casos como o do Partido Novo? Liegey tem respostas para tudo e orienta: “Não faça TV, faça outras coisas”. Para o marqueteiro, o efeito da TV sobre eleitores é superestimado.
Ocorre que no Brasil, 90% da população tem a televisão como uma das principais fontes de informação, segundo pesquisa realizada pelo Ibope.
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O marqueteiro diz não trabalhar apenas para candidatos populistas. No mais, está aberto aos negócios: “Como uma companhia, nós não somos partidários. Nós vamos trabalhar para qualquer candidato”.
Não revela detalhes sobre se já fechou ou se pode realmente fechar algum contrato nas eleições brasileiras. Teve contatos, entre outros, com o banqueiro João Amoêdo, fundador do Partido Novo, e com representantes do PPS, PSB, PSDB e movimentos como o Renova Brasil e Agora!.
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