Martelo perdido leva a descoberta de tesouro romano de R$ 34 milhões em quintal

Uma busca por um martelo perdido levou a uma das maiores descobertas arqueológicas do Reino Unido. Em 1992, no vilarejo de Hoxne, o fazendeiro Peter Whatling pediu ajuda ao amigo Eric Lawes para localizar a ferramenta em sua propriedade. Usando um detector de metais, eles acabaram encontrando um conjunto de objetos romanos enterrados no quintal, incluindo moedas de ouro e prata, joias e utensílios domésticos datados do século 5.
A escavação revelou um tesouro com mais de 14 mil itens, posteriormente avaliado em cerca de 1,75 milhão de libras à época, valor que hoje ultrapassa R$ 34 milhões. O achado ficou conhecido como Tesouro de Hoxne e é considerado o mais importante conjunto de metais preciosos da Roma tardia já encontrado na Grã-Bretanha. Entre as peças mais emblemáticas está a chamada Tigresa de Hoxne, uma pequena escultura de prata que se tornou símbolo da descoberta.
Após a identificação, o material foi declarado propriedade do Estado britânico e passou a integrar o acervo do British Museum, onde parte do tesouro está exposta ao público. O caso se tornou referência mundial em arqueologia por ter sido preservado de forma quase intacta e por demonstrar como descobertas históricas de grande valor podem ocorrer de maneira totalmente inesperada, até mesmo durante uma busca doméstica no quintal.
