“Mashico”: o homem mais velho do mundo, “descoberto” na pandemia, morre aos 125 anos

Marcelino Abad Tolentino, conhecido como “Mashico”, morreu aos 125 anos em 30 de março de 2026, poucos dias antes de completar 126 anos. Nascido em 5 de abril de 1900, ele foi considerado o homem mais velho do Peru e um dos mais velhos do mundo, embora sua idade nunca tenha sido oficialmente reconhecida devido à falta de documentação. Mashico foi “descoberto” pelo governo peruano durante a pandemia de Covid-19, quando recebeu sua primeira identidade por meio do programa social Pensão 65.
Mashico viveu sua vida de forma reclusa no distrito de Chaglla, em Huánuco, no Peru, onde trabalhou na agricultura, criação de animais e construção, sem nunca se casar ou ter filhos. De estatura baixa, ele atribuiu sua longevidade a hábitos simples, como o consumo de frutas, carne de cordeiro e ervas naturais, além do uso de folhas de coca, comuns na região andina, para aumentar sua disposição. Apesar da falta de um histórico formal, as autoridades locais estimaram que ele tinha 125 anos e 360 dias no momento de sua morte.
Embora a idade de Mashico não tenha sido oficialmente reconhecida pelo Guinness World Records, seu caso gerou repercussão internacional, destacando a importância de um estilo de vida tranquilo e em contato com a natureza para a longevidade. O homem mais velho oficialmente registrado é Juan Vicente Pérez Mora, que faleceu em 2024 aos 114 anos, e o atual título de pessoa mais velha do mundo pertence à britânica Ethel Caterham, com 116 anos.
