“Filme de terror”: médico preso por usar hospital como quarto ameaçou torturar filha de secretária

O médico Rodrigo Felipe Amparado está preso preventivamente na cadeia pública de Nova Londrina desde 17 de junho. O Ministério Público do Paraná o denunciou pelos crimes de ameaça, dano emocional à mulher, perseguição, tortura e peculato, em investigação sobre irregularidades no Hospital Municipal de Itaúna do Sul, no Noroeste do Paraná.
Segundo o MP, Rodrigo ameaçou torturar a filha e matar o marido da atual secretária de Saúde do município. A Promotoria afirma que ele passou a perseguir a secretária e familiares dela depois que ela soube das irregularidades no hospital e tentou corrigi-las.
A apuração começou após denúncias de servidores. De acordo com relatos colhidos pelo MP, as irregularidades ocorreram entre março e maio de 2026. Funcionários disseram que o médico criou um ambiente de “constantes arbitrariedades” e submeteu uma das vítimas a ameaças, humilhações, perseguições e vigilância permanente. Um servidor comparou a rotina de trabalho com Rodrigo a um “filme de terror”.
O MP também afirma que Rodrigo se apropriou de uma sala originalmente usada como centro-cirúrgico e a transformou em quarto para ele e a esposa, coordenadora de enfermagem da unidade, durante plantões. No local havia cama, guarda-roupas, televisão, camisetas, cobertores, toalha com o nome dele bordado e massageador. A esposa também recebeu denúncia por peculato e prevaricação, mas não teve o nome divulgado e não foi presa. A defesa do médico nega as acusações e considera a prisão preventiva “desproporcional”.
