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Médico que matou colegas já havia sido solto pela Justiça por não oferecer risco

Carlos Alberto Azevedo Silva Filho já havia sido preso por caso de racismo em 2025, mas acabou solto por determinação da Justiça. Foto: Reprodução

O médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, acusado de matar dois colegas a tiros em Alphaville Plus, em Barueri, já havia sido preso anteriormente, em 2025, por agressão e injúria racial, mas acabou liberado pela Justiça. À época, o juiz responsável pelo caso afirmou que a liberdade do médico não representava “riscos à ordem pública”, decisão que revogou a prisão preventiva. As informações são do Metrópoles.

O episódio anterior ocorreu em Aracaju (SE), onde o médico foi detido após chegar embriagado e alterado a um hotel, agredir um funcionário, ofender outro com frases racistas e depredar o local. Ele chegou a ser levado ao sistema prisional, mas foi solto cerca de um mês depois mediante pagamento de fiança, obrigação de comparecimento mensal à Justiça e proibição de deixar a comarca sem autorização judicial.

Seis meses após esse episódio, Carlos Alberto voltou a ser preso, desta vez por homicídio. Segundo a polícia, ele se envolveu em uma briga dentro de um restaurante de luxo em Alphaville Plus, chegou a trocar agressões físicas com dois médicos e, em seguida, retornou armado, efetuando diversos disparos contra as vítimas, que morreram após serem socorridas.

Uma das vítimas foi atingida por dois tiros, enquanto a outra levou ao menos oito disparos em diferentes partes do corpo. O médico foi preso em flagrante por homicídio, e o caso reacende o debate sobre decisões judiciais que avaliam risco à ordem pública em processos criminais envolvendo violência reiterada.