Apoie o DCM

Medo de agulha: sete dicas para evitar mal-estar em exames e vacinas

Profissional de saúde prepara seringa em ambiente clínico
Profissional de saúde com luvas segura uma seringa em ambiente clínico. Foto: Reprodução

O medo de agulha pode provocar ansiedade, mal-estar e até desmaios durante exames de sangue, injeções e vacinas. O temor não se restringe às crianças: uma revisão de 119 estudos da Universidade de Michigan, publicada em 2019, apontou medo de agulhas na maioria das crianças, em 20% a 50% dos adolescentes e em 20% a 30% dos adultos jovens.

Quando a apreensão é intensa e impede a realização de procedimentos de saúde, o quadro pode indicar tripanofobia. Experiências anteriores difíceis, como várias tentativas de punção, podem contribuir para o receio. A infectologista Maria Isabel de Moraes-Pinto afirma que o estímulo pode causar queda súbita da pressão arterial e da frequência cardíaca.

As especialistas recomendam avisar enfermeiros sobre o medo ou episódios anteriores de mal-estar, ir acompanhado e fazer o procedimento sentado ou deitado. Se não houver restrição de jejum, beber água pode facilitar a punção; no caso de vacinas, alimentar-se antes ajuda a evitar queda de pressão. Relaxar o braço, não olhar para a agulha e se distrair com conversa, música ou celular também podem reduzir o desconforto. A coleta em casa é outra alternativa oferecida por alguns laboratórios.