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Mendonça Filho ataca curso sobre golpe de 2016 no Twitter: “divulgação de teses malucas do PT”

O ministro da Educação de Temer, Mendonça Filho, usou sua conta oficial no Twitter para atacar o curso sobre o golpe de 2016 ministrado pelo professor Luis Felipe Miguel na UnB. Mendonça também fez críticas à ex-presidente Dilma Rousseff. Aproveitou a ocasião também pra atacar a regulação da mídia.

Ele escreveu:

A criação da disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” pela UNB no curso de Ciências Políticas traz indicativos claros de uso da universidade pública para proselitismo político e ideológico do PT. Lamento que uma instituição respeitada e importante como a Universidade de Brasília faça uso do espaço público para promoção de militância político-partidária ao criar a disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”. 

Solicitamos à AGU, ao TCU, à CGU e ao MPF apuração de improbidade administrativa por parte dos responsáveis pela criação da disciplina na UnB por fazer proselitismo político e ideológico de uma corrente política usando uma instituição pública de ensino. Respeito a autonomia universitária e reconheço a importância da UnB, mas não se pode ensinar qualquer coisa. Se cada um construir uma tese e criar uma disciplina, as universidades vão virar uma bagunça geral. 

Não é uma questão de opinião, nem de reverberar a tese petista sobre o impeachment de Dilma. Eu, por exemplo, tenho autonomia para dirigir o MEC, mas não posso transformar a pasta em instrumento de apoio ao meu partido ou a qualquer outro partido. 

Faço uma pergunta pública a ex-presidente Dilma. Em nome da autonomia universitária ela defenderia a criação de uma disciplina intitulada “O PT, o petrolão e o colapso econômico do Brasil”? A ex-presidente Dilma e o PT têm que entender que as universidades públicas brasileiras pertencem ao povo. Não podem ficar reféns de partidos políticos, nem ser extensão do PT. 

É inaceitável o uso de recursos humanos e materiais das universidades públicas para servir para a divulgação de teses malucas do PT, seus aliados ou qualquer partido político. O PT tem direito de falar suas teses e defendê-las. Isso faz parte do processo democrático. Só não pode usar recursos públicos e a estrutura da UNB para propagar mentiras, manipular fatos e formar militância. 

A voz da ex-presidente Dilma expressa o mais puro patrimonialismo: defesa da apropriação da universidade pública para atender ao PT. A universidade pública deve ser um ambiente plural, democrático e onde o uso dos recursos públicos seja usado com probidade. Reafirmamos o respeito à autonomia universitária, à UNB e o apoio às federais com liberação de recursos e retomada de obras paradas. 

Não adianta a ex-presidente, o PT e seus aliados virem com velhos chavões como ditadura, censura. Isso é esperneio típico petista. Recorrer a órgãos de controle como AGU, TCU, CGU e Ministério Público Federal para a apuração do uso de recursos públicos é constitucional. Dilma e seus aliados não reconhecem o papel dos órgãos de controle no acompanhamento do uso de recursos públicos por puro autoritarismo. 

Por falar em censura é bom lembrar que o PT é árduo defensor do controle da mídia para censurar a imprensa e impor a “verdade” única.

Mendonça Filho, ministro da Educação de Temer. Foto: Divulgação/Twitter