Menina com dislexia entra para o grupo de superdotados após alcançar QI de 136

Poppy O’Malley-Flack, de apenas 10 anos, chamou a atenção no Reino Unido ao ser aceita na Mensa, sociedade internacional que reúne pessoas com alto quociente intelectual. Diagnosticada com dislexia e com dificuldades para escrever, a menina surpreendeu especialistas ao alcançar um QI de 136 em uma avaliação de três horas que mediu raciocínio lógico e capacidade de resolução de problemas. Apenas 1% dos britânicos atinge esse nível.
A mãe, Lucy O’Malley-Flack, contou que procurou ajuda profissional acreditando que a filha tinha apenas desafios de aprendizagem. “Ela nunca pareceu muito acadêmica, mas sempre foi lógica e com ótimo raciocínio. Sabíamos que havia algo especial ali”, disse. O resultado revelou uma combinação incomum: dislexia e superdotação.
Após receber o laudo, Lucy entrou em contato com a Mensa e, dias depois, recebeu a confirmação de que Poppy havia sido aceita. “Foi chocante e inesperado. Ela ficou feliz, mas continua a mesma menina humilde de sempre”, contou. A organização, criada há mais de um século, já teve entre seus membros nomes como o escritor Isaac Asimov e o astronauta Chris Hadfield.
Com o reconhecimento, a jovem sonha em estudar em uma escola de gramática, que oferece currículo avançado e estimula o pensamento científico e criativo. “Acho que ela vai seguir algo ligado à ciência ou às artes”, disse a mãe. No Reino Unido, o QI médio é de 100, o que coloca a menina entre os jovens mais inteligentes do país.
