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Menino prodígio que fez curso de Harvard aos 7 anos vive em abrigo com a mãe no Rio

Adriano Álvaro Melo, conhecido como Alvinho, em 2023
Adriano Álvaro Melo, o Alvinho e a mãe. Foto: Reprodução

Adriano Álvaro Melo, conhecido como Alvinho, completou 10 anos em uma casa de passagem em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio. O menino, que já criou um jogo de computador e participou de atividades de xadrez e robótica, vive hoje com a mãe, Priscila, na Unidade de Reinserção Social Maria Tereza Vieira, no Grajaú, Zona Norte da capital.

Aos 7 anos, Alvinho desenvolveu o jogo “Super Alvinho” depois de fazer um curso on-line de programação da Universidade de Harvard. Ele aprendeu inglês sozinho por um aplicativo, integrou uma turma de robótica da UFRJ e recebeu medalhas em competições. Em dezembro de 2024, tornou-se a pessoa mais jovem a receber a Medalha Pedro Ernesto, concedida pela Câmara Municipal do Rio. Com altas habilidades identificadas ainda na infância, ele entregou ao presidente Lula, em 2024, um projeto de escola voltada a crianças com o mesmo perfil na Maré.

A família deixou o apartamento em Itaboraí após um negócio imobiliário que Priscila contesta na Justiça. Em outubro de 2025, ela recebeu o diagnóstico de tuberculose resistente a medicamentos e precisou retornar ao Rio para tratamento na Fiocruz, o que interrompeu a frequência do filho em uma escola particular de Cabo Frio, onde havia conseguido bolsa integral. Priscila recebe Bolsa Família, auxílio-alimentação para pacientes com tuberculose e uma bolsa estudantil obtida com apoio da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Alerj, mas afirma que busca retomar a rotina escolar do menino após o fim do tratamento.