A fuga das telas: por que cada vez mais pessoas pagam para viver experiências offline

Enquanto a rotina digital acelera, consumidores têm procurado experiências presenciais, táteis e mais lentas. A mudança abre espaço para negócios de vinil, fotografia analógica e atividades manuais, que usam a internet para divulgação, mas oferecem produtos e encontros fora das telas. Com informações de g1.
Em Macapá, Charles Figueiredo transformou sua coleção de LPs em uma loja especializada há cerca de dez anos. Aproximadamente 70% de seus clientes têm entre 16 e 26 anos, e o negócio fatura cerca de R$ 25 mil por mês com discos vendidos a partir de R$ 2. Em Goiânia, Silvio Alves Domingues viu câmeras antes avaliadas entre R$ 100 e R$ 150 alcançarem até R$ 1.400, conforme o estado de conservação; sua empresa fatura cerca de R$ 100 mil mensais.
Em São Paulo, Laura Issa criou um espaço com aulas de cerâmica, bordado, crochê, pintura e aquarela. O empreendimento recebeu investimento inicial de R$ 50 mil, tem ticket médio de R$ 250 e faturamento aproximado de R$ 45 mil por mês. A maior parte do público é formada por mulheres entre 30 e 40 anos, atraídas pela possibilidade de criar, conhecer pessoas e interromper a rotina entre trabalho, casa e celular.
