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Mercedes Benz é acusada de coagir e discriminar funcionários para demissão em massa

Fábrica em São Bernardo do Campo.

Do G1

O Ministério Público do Trabalho de São Paulo está processando a Mercedes-Benz com a acusação de demitir 1.400 pessoas de forma “injustificada e com a utilização de coação e discriminação”. O órgão está pedindo indenização de R$ 140 milhões em dano moral coletivo.

Segundo a procuradora Sofia Vilela de Moraes e Silva, as demissões atingiram “principalmente trabalhadores diagnosticados com doenças ocupacionais que se encontravam em licença remunerada para tratamento de saúde, além de pessoas com deficiência”.

Ainda de acordo com o relato de Sofia, a Mercedes-Benz teria escolhido quais trabalhadores iriam receber a proposta de adesão ao plano de demissão voluntária (PDV). Além disso, a empresa teria coagido estes trabalhadores a aceitar o acordo, sob a pena de serem demitidos sem os benefícios.

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Segundo algumas testemunhas, não identificadas, ouvidas pelo MPT, o departamento de recursos humanos da Mercedes teria coagido os funcionários a aceitarem o PDV, dizendo que teriam a opção de “sair com ou sem o PDV, porque a demissão se daria de qualquer jeito”.

Outra funcionária, com deficiência auditiva, contou ao órgão que, ao retornar de licença para tratamento de saúde, deveria aceitar a proposta da empresa, já que teria sido “escolhida” por seu superior.\(…)

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A Mercedes Benz disse em nota que agiu com legitimidade e nega que tenha usado critérios discriminatórios para demissões.