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O remédio que marcou gerações e foi retirado das farmácias

Mercurocromo. Foto: Divulgação

O mercurocromo, antisséptico vermelho que marcou gerações de brasileiros no tratamento de ralados e pequenos cortes, saiu das prateleiras do país há 25 anos. A Anvisa proibiu a produção e a venda de produtos desse tipo porque a fórmula continha mercúrio, metal tóxico que também pode se acumular no ambiente.

O princípio ativo do produto era a merbromina, um composto organomercurial desenvolvido nos Estados Unidos em 1919. Embora o uso pontual em machucados não signifique intoxicação, o químico Adriano Andricopulo, professor da USP, explica que a restrição buscou reduzir exposições repetidas e desnecessárias ao metal, especialmente em áreas extensas da pele lesionada.

Para escoriações, arranhões e cortes comuns, especialistas recomendam limpar a área com água e sabão. O pediatra infectologista Renato Kfouri afirma que a medida pode ser tão eficaz quanto antissépticos locais e evita irritações que podem prejudicar a cicatrização. Marcas como Merthiolate continuam no mercado, mas com formulações sem mercúrio, como a clorexidina.