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Ex-funcionário acusa Meta de apagar dados sobre abuso sexual infantil

Jason Sattizahn fala diante de microfone em audiência pública
Jason Sattizahn sentado diante de microfone durante audiência pública, com pessoas ao fundo. Foto: Reprodução

Jason Sattizahn, ex-pesquisador de integridade e segurança da Meta, acusou a empresa de ordenar a exclusão de dados de investigações sobre assédio e exploração sexual de menores. O depoimento integra uma ação movida por 29 estados dos Estados Unidos, que acusam a companhia de adotar práticas para viciar usuários jovens em suas plataformas.

Segundo Sattizahn, sua gerente e uma advogada da Meta mandaram apagar todos os dados de um estudo feito na Alemanha, em março de 2023. A pesquisa reunia o relato de uma mãe e de seu filho, com menos de dez anos, sobre assédio direcionado à criança e pedidos de fotos nuas. “A minha gerente direta e uma advogada da Meta me ordenaram explicitamente que apagasse e eliminasse de forma absoluta todos os dados recolhidos”, relatou.

A Meta contesta o depoimento e afirma que as orientações buscavam cumprir leis europeias de proteção de dados e as políticas de privacidade da empresa. A companhia também rejeita as acusações do processo. Em outra frente, o Tech Transparency Project identificou mais de 50 anúncios com imagens ou vídeos ligados a abuso sexual infantil, incluindo conteúdo produzido por aplicativos de inteligência artificial; a Meta disse ter removido os anúncios após ser procurada pela revista Wired.