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Meta e YouTube: documentos revelam culpa por vício em redes sociais e danos à saúde mental

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg – Foto/Mike Blake/Reuters

Documentos internos da Meta revelam que a empresa avaliava casos de uso compulsivo de suas plataformas, incluindo Facebook, Instagram e WhatsApp, desde 2019. O estudo, que envolveu usuários do Brasil, dos Estados Unidos e da Índia, destacou o impacto negativo das redes sociais na saúde mental dos jovens, com relatos de vício e mal-estar devido ao uso excessivo. “O tempo que eu gasto nas plataforma não é saudável, é como um vício”, declarou um usuário brasileiro de 24 anos, em um dos testemunhos registrados pela empresa. Com informações do UOL.

O julgamento recente, que envolveu a Meta e o YouTube, resultou em uma condenação por danos à saúde mental de uma jovem americana, K.G.M., que desenvolveu problemas relacionados ao uso de plataformas desde a infância. O veredito reconheceu a responsabilidade das empresas, que eram cientes dos riscos de seus produtos e foram negligentes em relação ao bem-estar dos usuários. A Meta afirmou que “respeitosamente, discorda do veredito e está avaliando as suas opções legais”, e afirmou que pretende recorrer da decisão.

Os documentos também incluem detalhes sobre como a Meta visava crescer entre o público jovem, especialmente nos Estados Unidos, e como isso influenciou suas estratégias de engajamento. Um dos relatórios internos indicava que a empresa via o uso problemático de suas plataformas como um reflexo da “falta de controle” e “sentimento de culpa” dos usuários, com impactos como perda de produtividade e distúrbios do sono.