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Molusco invasor se espalha pelo Brasil e preocupa especialistas; entenda os riscos

Colônias de mexilhões-dourados. Foto: Reprodução

O mexilhão-dourado, molusco de água doce originário da Ásia, avança pelos rios brasileiros e já alcançou a Amazônia. Estudos recentes identificaram a espécie no rio Tocantins, no rio Pará e em áreas da ilha de Marajó, enquanto os primeiros registros confirmados na Amazônia brasileira datam de 2023.

Uma pesquisa publicada em dezembro de 2025 encontrou até 15.849 mexilhões por metro quadrado em um trecho do Tocantins, no Pará. O levantamento, feito em outubro de 2024 no Pedral do Lourenço, entre Marabá e Tucuruí, achou animais de tamanhos diferentes, sinal de que a população se reproduz na região. No Nordeste, pesquisadores também registraram o molusco no reservatório Barra do Juá, na bacia do rio Pajeú, em Pernambuco.

As colônias se prendem a pedras, cascos de embarcações, tubulações e filtros. Em hidrelétricas, o acúmulo pode reduzir a passagem de água nos sistemas de captação, exigir paradas para limpeza e elevar custos operacionais, segundo o Ibama. A espécie também disputa alimento e espaço com organismos nativos, altera ecossistemas aquáticos e pode afetar o abastecimento de água, a irrigação, a navegação, a pesca e a aquicultura.