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Michelle, Bia Kicis e a ala que sonha controlar o Senado e a narrativa evangélica

A Deputada Federal Bia Kicis ao lado de Michele Bolsonaro

O lançamento da pré-candidatura de Bia Kicis (PL) ao Senado marcou um movimento importante do bolsonarismo religioso. Com a presença de Michelle Bolsonaro, o evento reuniu figuras da extrema direita interessadas em ampliar influência no Congresso. O gesto mostra que a ala evangélica quer assumir protagonismo.

Michelle tem moldado estratégias eleitorais que combinam discurso religioso e fidelidade ao legado de Bolsonaro. A aposta é mobilizar igrejas e transformar candidatos em símbolos morais da direita. Kicis encarna essa proposta ao representar pautas conservadoras no Legislativo.

Nos bastidores, assessores falam em criar uma bancada mais alinhada aos interesses do núcleo bolsonarista. A ideia é influenciar indicações, comissões e debates sobre costumes. O objetivo final é controlar narrativas que movem o eleitorado evangélico.

A operação enfrenta obstáculos. Parte do Congresso resiste ao crescimento dessa ala, que é vista como radical. Além disso, a prisão de Bolsonaro reduziu o magnetismo político do grupo. Mesmo assim, Michelle e Kicis continuam tentando ocupar espaços estratégicos.

A disputa por protagonismo evangélico será intensa nos próximos meses. O Senado se tornou alvo central porque permite impacto direto em pautas morais e em indicações decisivas para o país.