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Benjamin Button da vida real morre aos 28 anos após viver o dobro da expectativa

Michiel Vandeweert, ativista e gamer belga
Michiel Vandeweert, ativista, gamer e influenciador belga. Foto: Reprodução

O ativista, gamer e influenciador belga Michiel Vandeweert morreu aos 28 anos. Ele vivia com progeria, também chamada de Síndrome de Hutchinson-Gilford, doença genética rara que provoca envelhecimento acelerado do organismo e costuma ser associada, no imaginário popular, ao filme “O Curioso Caso de Benjamin Button”. A comparação, porém, é apenas uma referência cultural: no longa, o personagem nasce com aparência envelhecida e rejuvenesce com o passar do tempo, enquanto na progeria ocorre um envelhecimento precoce e progressivo. A emissora flamenga VRT NWS confirmou a morte por meio de comunicado da produtora Boundbreakers, responsável pela série documental “How to Be Alive”, da qual Vandeweert participou.

A progeria não tem cura e pode causar alterações como queda de cabelo, pele fina e enrugada, rigidez nas articulações, baixo peso e baixa estatura, além de problemas cardiovasculares. A expectativa média de vida de pessoas com a síndrome é estimada em 13 a 14 anos, o que fez Vandeweert superar significativamente essa faixa. Apesar da condição, ele manteve presença ativa nas redes sociais e compartilhava sua rotina e experiências com quase 60 mil seguidores no Instagram.

Torcedor do KRC Genk, Vandeweert recebeu uma homenagem do clube, que o descreveu como “um verdadeiro amante da vida e um fiel torcedor”. O funeral será aberto ao público e acontecerá no estádio da equipe, que realizará pela primeira vez uma cerimônia fúnebre em seu campo. A trajetória do influenciador chamou atenção justamente por sua longevidade diante de uma doença rara que acelera o envelhecimento, em contraste com a ficção de “Benjamin Button”, em que o protagonista percorre o caminho inverso.