Tornado? Entenda o fenômeno que devastou cidades do interior de SP

O temporal que atingiu a região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, na última sexta-feira (24), teve ventos de até 160 km/h, deixou uma pessoa morta, destruiu casas e empresas e causou falta de energia em diversas cidades. Apesar da intensidade, o fenômeno foi classificado como microexplosão, e não como tornado. Com informações do G1.
A meteorologista Josélia Pegorim, do Climatempo, explicou que o tornado tem uma corrente de ar intensa e giratória, normalmente associada à nuvem em funil que alcança o solo. Já a microexplosão ocorre abaixo da nuvem, com uma corrente descendente que se espalha de forma radial. “Ela vai pra baixo e pros lados. O tornado faz um giro”, afirmou.
Ribeirão Preto, Guariba, Taquaritinga, Dumont, Pradópolis e Barrinha sofreram os efeitos da tempestade. O Instituto Agronômico registrou a velocidade de 160 km/h em Ribeirão Preto, enquanto uma estimativa inicial do governo paulista apontou danos em 79 mil hectares. Tornados e microexplosões podem provocar estragos semelhantes, mas os primeiros podem alcançar ventos ainda mais fortes, de até 300 km/h ou 400 km/h.
