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“Mike”: entenda a expressão usada por cabo ao dar bronca em tenente-coronel

O tenente-coronel Geraldo Leite. Foto: Reprodução

O inquérito que investiga o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, suspeito na morte da policial militar Gisele Alves Santana, registra o uso do jargão “mike” por um cabo durante a atuação na cena do crime. A expressão foi usada quando o praça questionou a conduta do oficial dentro do apartamento.

“Mike” é abreviação de “Papa Mike”, termo utilizado no vocabulário policial para se referir a integrante da Polícia Militar. A linguagem faz parte de um código informal usado entre agentes e inclui expressões como “Papa Charlie”, para Polícia Civil, e “Caxias”, para militar considerado rígido.

De acordo com o inquérito, o termo foi dito quando o tenente-coronel reclamou que objetos do quarto haviam sido mexidos enquanto ele recolhia pertences no imóvel. O cabo respondeu lembrando que a ocorrência estava sendo registrada pela câmera corporal e afirmou: “O senhor é mike, não é? O senhor sabe que toda ocorrência é filmada. Então esse tipo de questionamento não cabe mais”.

Gisele morreu com um tiro na cabeça no apartamento do casal, na região central de São Paulo, em 18 de fevereiro. O oficial afirmou que a esposa pegou a arma após uma conversa sobre separação e que ele estava no banho quando ouviu o disparo. Geraldo foi preso após investigações.