Cientistas mantêm “mini cérebros” vivos por 5 anos e batem recorde; entenda

Cientistas da Universidade Harvard e do Broad Institute, nos Estados Unidos, mantiveram organoides cerebrais humanos vivos em laboratório por mais de cinco anos. O período é cerca de três vezes superior ao recorde anterior, de 694 dias, registrado em 2021. O estudo, publicado na revista Nature, indicou que as estruturas continuaram a amadurecer e a reproduzir etapas importantes do desenvolvimento cerebral.
Os chamados minicérebros são aglomerados tridimensionais de células cultivadas em laboratório. Eles não são cérebros completos nem têm consciência, mas permitem observar processos biológicos difíceis de investigar diretamente em pessoas. Cada organoide analisado continha mais de 1 milhão de células do córtex cerebral, região ligada a funções como percepção, pensamento e memória.
Os pesquisadores acompanharam 34 organoides em oito momentos, entre seis meses e cinco anos de cultivo, e compararam os dados com estudos anteriores. Para preservar os neurônios por mais tempo, a equipe adotou um meio líquido que estimulou a atividade elétrica das células e adicionou um suplemento de aminoácidos. A técnica pode ajudar a investigar fases mais avançadas da formação do cérebro, doenças neurológicas e respostas a medicamentos.
