Ministério Público investiga ex-delegado-geral por conduta no caso Orelha

O Ministério Público de Santa Catarina iniciou um inquérito para apurar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil Ulisses Gabriel no caso da morte do cão comunitário Orelha. O procedimento foi instaurado pela 40ª Promotoria de Justiça da Comarca de Florianópolis na última sexta-feira (13), com base em representações recebidas contra ele.
A investigação visa verificar possíveis crimes como abuso de autoridade, vazamento de informações sigilosas e improbidade administrativa. Ulisses Gabriel, que deixou o cargo de delegado-geral em 2 de março para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa, tem 15 dias para se manifestar sobre o caso. Em nota, a Polícia Civil de SC informou que as investigações ocorreram sem ingerência externa.
O caso Orelha, que ocorreu em janeiro, gerou protestos e críticas pela atuação da corporação. A investigação revelou indícios de envolvimento de um adolescente na agressão ao animal, embora a defesa negue as acusações. As famílias do jovem indiciado e dos outros jovens investigados, mas não indiciados, relatam terem sido alvo de ameaças virtuais e exposição de dados pessoais.
