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Ministra Cármem Lúcia será recebida com protesto em presídio de Goiás

Reportagem de Douglas Carvalho no site Metrópoles, de Brasília.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, está em Goiânia nesta segunda-feira (8/1), reunida com integrantes do Tribunal de Justiça e do governo de Goiás para debater a crise no sistema prisional do estado. Depois, a previsão é que ela faça uma vistoria no complexo penitenciário de Aparecida de Goiânia (GO), onde foram registradas três rebeliões na semana passada, com nove mortos e quase 100 fugitivos.

Lá, será recebida com faixas de protesto: 15 aprovados em concurso de 2015 para agente de segurança prisional em Goiás cobram nomeação. “Nós somos aprovados e já temos curso de formação. Mas o governo, em vez de nos convocar, quer contratar vigilantes penitenciários temporários”, reclama Márcio da Silva Ramos, um dos aprovados no certame.

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A segurança no complexo prisional está reforçada por causa da visita de Cármen Lúcia. Cerca de 120 policiais militares ocupam as unidades. Na entrada do local, que abriga presos do regime semiaberto, onde aconteceram rebeliões na semana passada, há nove viaturas e um ônibus do Batalhão de Choque. Autoridades de Goiás ainda tentam convencer a ministra a não fazer a vistoria, visto o clima instável na unidade.

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A viagem de Cármen Lúcia foi marcada após relatório encaminhado à ministra pelo presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), Gilberto Marques Filho. Na semana passada, por ordem da presidente do STF, o desembargador inspecionou o local e constatou o descontrole do estado sobre o complexo prisional, que abriga um número de presos três vezes maior do que sua capacidade, além da situação precária das instalações, com recorrentes cortes de água e energia.

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Carmen Lúcia