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Ministro do TSE é suspeito de contratar detetive para seguir a mulher

 

 

Do Estadão:

O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), teria pedido para o advogado Alexandre Luiz Amorim Falaschi contratar um investigador particular para seguir sua mulher, Élida Souza Matos, de acordo com depoimento prestado pelo próprio advogado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) de Brasília.

(…) No mês passado, ela registrou um boletim de ocorrência acusando o ministro de agredí-la, mas depois retirou a queixa.

Já o advogado relatou que Admar Gonzaga pediu para ele contratar um investigador particular para “levantar informações sobre a rotina” de sua mulher, durante o período de 1 a 17 de julho, quando ele estaria ausente.

(…)

O episódio começou a ser investigado após Élida prestar depoimento na 10ª DP de Brasília, no dia 14 de julho, depois suspeitar que estava sendo seguida. Ela relatou seis ocasiões em que achou que estava sendo seguida, por dois carros diferentes.

Após desconfiar que estava sendo monitorada, ela levou seu carro a uma oficina mecânica, e descobriu que havia uma “caixa metálica prateada” na parte inferior do assoalho do veículo, presa por imãs.

Depois da ocorrência ter sido registrada, o carro foi enviado para o Instituto de Criminalística, e um laudo constatou que a caixa era um rastreador.

No dia 18 de julho, quatro dias depois de Élida registrar o caso, o detetive particular Ailton Francisco Ferreira prestou depoimento espontaneamente na DEAM. Ele afirmou que o advogado Alexandre Luiz Amorim Falaschi o contratou para seguir Élida a pedido de um cliente, sem especificar quem era.

Ele afirmou que decidiu instalar o GPS após ter percebido que a mulher do ministro desconfiava que estava sendo seguida.

Ailton ainda apresentou o contrato firmado com o advogado, que estabelecia que ele deveria fornecer “de maneira diária, o itinerário da pessoa a ser acompanhada”, e que ele receberia R$ 10 mil pelo serviço.