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Ministros do Supremo relativizam pressão de general

De Daniela Lima do Painel da Folha de S.Paulo.

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Fraco politicamente e entrincheirado contra o STF e a PGR, Michel Temer silenciou sobre a mais desafiadora mensagem já emitida pelo comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas. Dois ministros do Supremo, em privado, relativizaram o tiro de alerta disparado pelo general contra a corte. Integrantes da cúpula das Forças Armadas reconheceram que a fala tinha a missão de “reforçar” posição contrária à revisão da prisão em segunda instância, mas negaram se tratar de chantagem.

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Apesar das tentativas de minimizar o episódio, a fala de Villas Bôas elevou a crise em diversos graus e ampliou sobremaneira a pressão sobre o Supremo.

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Um integrante do STF fez questão de lembrar que foi a corte quem concedeu anistia aos militares e que, por isso, não há motivo para enxergar um gesto de intimidação ao tribunal.

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Ministro da Justiça do governo Lula, Tarso Genro (PT) diz que o comandante do Exército falou para a tropa. “É o início de uma tutela militar sobre o processo político. O resultado é imponderável. A besta do fascismo ficará mais excitada.”

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Raquel Dodge e Cármen Lúcia no julgamento do habeas corpus de Lula no STF