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Miopia é reconhecida como doença e amplia alerta na saúde; saiba os detalhes

Mulher fazendo exame no oftalmologistas – Foto: Freepik

A miopia afeta cerca de 30% da população mundial e a projeção é que esse número chegue a 50% até 2050. A Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos passou a classificar a condição como uma doença, e não apenas como um distúrbio da visão. A mudança considera o potencial da alta miopia de provocar alterações patológicas no olho, como o alongamento da estrutura ocular além do comprimento médio de 24 mm, o que pode causar danos à retina e aumentar o risco de complicações.

A Organização Mundial da Saúde já havia definido, em 2019, a miopia como um fator de risco para cegueira evitável. Entre as condições associadas estão glaucoma, catarata e a maculopatia miópica, que pode ocorrer quando o comprimento do olho ultrapassa 26 mm e compromete a região central da retina. Estudos indicam que o controle da progressão da miopia pode reduzir o risco dessas complicações, com o uso de óculos, lentes de contato específicas e medicamentos como a atropina em baixa dose.

De acordo com dados citados no texto, o custo global relacionado à miopia atingiu 244 bilhões de dólares em 2015, considerando despesas diretas e perda de produtividade. Medidas de controle podem reduzir esse impacto, já que cada grau de miopia evitado reduz em 40% o risco de maculopatia. Iniciativas de saúde pública e políticas de acesso a tratamentos e exames são apontadas como parte das estratégias para lidar com a condição, que também está associada a desigualdades no acesso ao cuidado visual.