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Mitomania: quando a mentira foge do controle e vira padrão persistente

Imagem ilustrativa. Foto: AdobeStock

A mentira compulsiva, conhecida como mitomania, é um comportamento estudado pela ciência, embora não seja um diagnóstico formal. É o que mostram pesquisas sobre comportamento humano, como o levantamento conduzido por pesquisadores da Texas Woman’s University e da Angelo State University, publicado na revista Current Psychology. Elas indicam que a maioria das pessoas mente pouco, enquanto um grupo pequeno concentra grande parte das mentiras. Quando esse padrão se torna frequente, persistente e difícil de controlar, passa a ser considerado atípico, com possíveis impactos psicológicos e sociais.

A diferença central está no controle e na finalidade. A mentira comum costuma ter objetivo claro, como evitar punição ou obter vantagem. Já na mitomania, as mentiras ocorrem de forma repetitiva, muitas vezes sem ganho evidente. Estudos indicam que cerca de 5% das pessoas mantêm altos níveis de mentira da adolescência à vida adulta, o que pode estar associado a impulsividade e outros comportamentos de risco.

Não há uma causa única para o comportamento. Fatores como baixa autoestima, necessidade de atenção e dificuldade em lidar com frustrações estão entre os mais citados. A mitomania também pode aparecer associada a outros transtornos mentais. O tratamento envolve avaliação individual e, em geral, acompanhamento psicológico ou psiquiátrico.