Mitos e verdades sobre farinhas sem glúten que você precisa conhecer

O consumo de farinhas sem glúten ganhou espaço nas prateleiras e nas redes sociais, mas muitas das crenças sobre seus benefícios não passam de mito. A exclusão do glúten é fundamental apenas para quem tem doença celíaca ou sensibilidade comprovada.
Para pessoas saudáveis, não há evidências de que retirar o glúten da alimentação traga vantagens e, em alguns casos, pode até reduzir o consumo de fibras e nutrientes. Outro engano comum é associar farinhas sem glúten ao emagrecimento. A perda de peso não está ligada à ausência dessa proteína, mas à redução de calorias na dieta.
Muitos produtos processados “sem glúten” podem, inclusive, conter mais açúcar e gordura do que as versões tradicionais. Além disso, nem todas as farinhas alternativas são mais nutritivas: versões como a fécula de mandioca e a farinha de arroz branca têm alto índice glicêmico e baixo teor de fibras.
Por outro lado, há verdades importantes. As farinhas sem glúten precisam ser combinadas para alcançar a textura e a elasticidade típicas da farinha de trigo. Misturas com amêndoas, coco, aveia ou grão-de-bico equilibram sabor e valor nutricional. Para quem tem intolerância, essas substituições são essenciais para preservar a saúde intestinal e evitar sintomas como fadiga e desconforto digestivo.
