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“Moda penitenciária” cresce nas redes e atende mulheres que visitam presos

Roupas coloridas e camisetas vendidas para visitantes de presídios
Mulher com roupas coloridas e roupas voltadas a visitantes de unidades prisionais. Foto: Reprodução

A chamada moda penitenciária ganhou espaço nas redes sociais e no comércio voltado a mulheres que visitam familiares ou companheiros em unidades prisionais. As peças precisam obedecer a regras que variam entre os presídios, com restrições sobre cores, tecidos, bolsos, acessórios e comprimento das camisetas.

Vanessa Nogueira da Silva, de 42 anos, criou uma loja especializada depois de perceber a demanda enquanto trabalhava como motorista de aplicativo e transportava visitantes. Ela afirma atender de 250 a 300 pessoas por mês e vender entre 500 e 600 peças mensais. Leggings coloridas, camisetas mais compridas e moletons estão entre os itens mais procurados. “Não entra calça legging preta no estado de São Paulo. É uma regra bem clara, por isso o colorido”, diz.

Vitória Valter, de 28 anos, também passou a vender roupas após enfrentar dificuldades para encontrar opções adequadas quando visitava o marido. Segundo ela, a loja fatura cerca de R$ 20 mil mensais e orienta clientes sobre as exigências de cada unidade, inclusive com opções plus size. Nas redes, criadoras de conteúdo compartilham informações sobre vestimentas, preparação do “jumbo” e rotina de visitas; as buscas por “moda penitenciária” no Google registraram picos mais frequentes e atingiram o maior nível de interesse em 2026.