“Monga, tonta”: jogadora denuncia técnico do São Paulo por assédio moral

Uma jovem de 16 anos decidiu abandonar o futebol após relatar ter sofrido assédio moral durante dois anos na base feminina do São Paulo. Segundo laudo psicológico apresentado pela família, ela desenvolveu transtorno de ansiedade generalizada e crises de pânico por conta de humilhações constantes sofridas no ambiente esportivo.
Segundo a Folha de S.Paulo, a vítima relatou que o treinador Vinícius de Oliveira Santos, então responsável pela categoria sub-15, dirigia broncas públicas, deboches e apelidos ofensivos, como “monga” e “tonta”, sempre que a atleta cometia erros em treinos e jogos. A jovem contou que nunca recebia elogios ou orientações construtivas, apenas críticas que a desmoralizavam diante das colegas.
“Ele me fez perder o amor que eu tinha pelo futebol”, declarou a jovem. Os pais registraram denúncia no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e acionaram o clube. Em resposta, o clube informou por e-mail que realizou apuração interna e adotou medidas de “aprimoramento contínuo, reforço de ações preventivas e capacitação de colaboradores”, sem citar punições ao técnico.
O contrato de formação foi encerrado em maio, em comum acordo, com cláusula que impede qualquer funcionário do clube de manter contato com a jovem até que ela seja maior de idade. O São Paulo confirmou ter sido notificado e alegou que trata o caso com sigilo por envolver menor de idade.
