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Monitora denuncia aluno de colégio particular por ataques racistas: “Escravizada”

Fachada do Colégio Marista João Paulo II, na Asa Norte, em Brasília
Fachada do Colégio Marista João Paulo II, na Asa Norte, em Brasília. Foto: Reprodução

Uma monitora do Colégio Marista João Paulo II, na Asa Norte, em Brasília, denunciou ter sofrido ataques racistas de um aluno de 11 anos. Priscila Mikaelen afirmou que procurou a instituição após os episódios, mas não recebeu apoio.

O caso mais recente ocorreu na última sexta-feira (24), quando ela tirava dúvidas do estudante. Segundo o relato, ao pedir que os alunos se sentassem, o menino reagiu com ofensas e gestos racistas. “Me chamou de ‘escravizada’, ‘vadia escravizada’, ‘preta escravizada’”, disse Priscila.

A monitora contou que ficou paralisada e pediu que o aluno fosse encaminhado à coordenação. Ela afirma que não foi a primeira agressão verbal e que o estudante apenas saiu de sua sala. Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia da Criança e do Adolescente.

Em nota, a escola disse que repudia atitudes discriminatórias e iniciou os procedimentos previstos em seu regimento e na política de proteção à criança e ao adolescente.