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Moro defende vazamento ilegal de conversa entre Lula e Dilma e critica Weintraub

Do Uol

Sérgio Moro no Ceará. Foto: Reprodução/YouTube

O ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, negou hoje ter “perseguido” o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ainda julgava casos da Operação Lava Jato e defendeu a decisão de divulgar a conversa entre o petista e Dilma Rousseff, à época ainda presidente, em março de 2016. (…)

“Não acho que cometemos pecados tão grandes”, avaliou Moro à Rádio Metrópole. “Ali havia, segundo os procuradores, uma tentativa de obstruir a Justiça e nomear o ex-presidente como ministro para tirar o processo e investigações da primeira instância. Entendi, por uma questão de publicidade e transparência, que aquilo deveria aparecer”, continuou.

O ex-juiz disse que não quis jogar as investigações para “debaixo do tapete” da mesma forma que, ao suspeitar de uma tentativa de interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Polícia Federal, decidiu sair do governo.

Ele ainda ironizou o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, dizendo que, se aceitasse ignorar o que sabia, poderia sair do Ministério da Justiça “nomeado para o Banco Mundial”. (…)