Morre Gloria Steinem, ícone do feminismo nos EUA, aos 92 anos

Gloria Steinem, escritora, jornalista e uma das principais vozes do feminismo nos Estados Unidos, morreu nesta quinta-feira (03), aos 92 anos. Ao longo de décadas, ela atuou pelos direitos civis, participou de protestos contra guerras e defendeu os direitos das mulheres, com atenção ao combate à violência doméstica e ao feminicídio.
Nascida em Ohio e radicada em Nova York, Steinem acompanhou a Marcha sobre Washington em 1963, quando Martin Luther King fez seu discurso mais célebre. Ela também protestou contra a Guerra do Vietnã, nos anos 1960, e contra a Guerra do Golfo, na década de 1990. Em 1972, fundou a revista feminista Ms., da qual foi editora por 15 anos.
Em seu livro Minha vida na estrada, lançado originalmente em 2015, a ativista relacionou a luta pelos direitos das mulheres ao combate ao racismo e a outras formas de desigualdade. Ela considerava a violência contra mulheres uma prioridade do feminismo e denunciava a dimensão mundial do feminicídio e da violência sexual.
