Morre Marcos Gama, ativista histórico e fundador do Porcomunas

O delegado de polícia aposentado, escritor e militante histórico da esquerda Marcos Gama morreu na madrugada de 10 de julho aos 80 anos. A causa exata da morte ainda não foi divulgada. Ativista presente em atos em favor da democracia nas últimas décadas, ele ficou conhecido como “Delegado Vermelho”.
Durante a ditadura militar, Gama candidatou-se à Prefeitura de Cananeia pelo MDB e disse, em tom de brincadeira, que libertaria a ilha do Brasil se vencesse a eleição. A declaração levou à sua detenção por 30 dias, por ordem do então secretário de Segurança Pública de São Paulo, coronel Erasmo Dias. Naquele período, ele ajudou a criar uma associação de investigadores em Santos.
Embora nunca tenha sido filiado ao Partido Comunista, Gama participou da fundação da Porcomunas, coletivo de palmeirenses de esquerda. Na literatura, publicou um livro de crônicas e lançou “Vila Buarque – O Calda da Regressão”, pela Alameda, obra em que recupera memórias da juventude no centro de São Paulo nos anos 1960, incluindo encontros com Chico Buarque e a Batalha da Maria Antônia.
