Mortes por metanol assustam ambulantes no Rio e vendas despencam

A suspeita de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas, que resultou em mortes em São Paulo e Pernambuco, já impacta o consumo no Rio de Janeiro. Barraqueiros e ambulantes da orla relatam queda nas vendas de caipirinhas, enquanto bares da cidade reforçam a procedência de seus fornecedores para garantir a confiança dos clientes.
Na Praia de Copacabana, frequentadores passaram a levar bebidas de supermercados de confiança para evitar riscos. Vendedores ambulantes afirmam que a procura caiu quase pela metade desde a divulgação das primeiras mortes. Em estabelecimentos da Lapa e da Zona Sul, donos de bares publicaram comunicados destacando que trabalham apenas com fornecedores regularizados.
A Prefeitura do Rio também intensificou a fiscalização e regulamentou uma lei que permite ao município atuar no controle da produção de bebidas. Especialistas e associações do setor recomendam que consumidores fiquem atentos ao lacre, ao selo do IPI e ao preço para evitar produtos adulterados.
