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“Mounjaro de pobre”? Entenda os benefícios e cuidados no consumo de psyllium

Psyllium em pó
Psyllium em pó em tigela. Foto: Reprodução

O psyllium, também chamado de psílio, voltou a circular nas redes como “Mounjaro de pobre” ou “Ozempic natural”, mas a comparação é exagerada. A substância é uma fibra solúvel extraída da planta Plantago ovata, nativa da Índia e do Irã, e não um remédio contra obesidade. Ao entrar em contato com água, ela absorve líquido, aumenta de volume e forma um gel no sistema digestivo, o que pode prolongar a sensação de estômago cheio.

A diferença para medicamentos como Mounjaro e Ozempic está no mecanismo de ação. Esses remédios atuam em vias do organismo ligadas ao controle da glicose, da fome e do peso, sempre com indicação médica. O psyllium age de forma mecânica e pode auxiliar apenas de maneira indireta. “Devido à sua capacidade de absorver água e se expandir no estômago, o psyllium pode ajudar na sensação de saciedade. Isso pode auxiliar indiretamente na perda de peso, ao reduzir a ingestão calórica total”, explicou o médico Rodrigo Neves.

A fibra também pode ajudar pessoas com constipação, porque retém água no intestino, amolece as fezes e facilita a evacuação. A nutricionista Talyta Machado afirma que o trânsito intestinal mais lento pode reduzir a velocidade de absorção do açúcar e contribuir para o controle glicêmico. Especialistas recomendam usar o suplemento com orientação profissional, geralmente entre 5 g e 10 g por refeição, diluídos em cerca de 300 ml de água, e alertam que pouca hidratação pode piorar a prisão de ventre. Pessoas com obstruções intestinais, dificuldade para engolir, alergia ao produto, doenças intestinais ou uso contínuo de medicamentos devem procurar avaliação antes de incluir o psyllium na rotina.