MP acusa delegado de não trabalhar durante faculdade de medicina e pede devolução de R$ 40 mil
Do G1:
A Promotoria de Justiça Criminal de Brasileia requereu liminarmente o bloqueio dos bens do delegado de Polícia Civil Roberto Lucena em uma ação civil pública por atos de improbidade administrativa enquanto estava a frente da delegacia da cidade no interior do Acre. O valor calculado que o delegado deve devolver aos cofres públicos ultrapassa os R$ 40 mil.
A promotora de Justiça Maria Fátima Ribeiro Teixeira informou que, entre fevereiro de 2016 a julho de 2017, o delegado cursou faculdade de medicina na Universidade Amazônica de Pando e que não teria desenvolvido regularmente sua função pública, não cumprindo o expediente na delegacia da cidade.
A promotora diz ainda que tudo foi comprovado após diligências e também por depoimentos de testemunhas.
Além disso, há documentos comprovando que o delegado foi aluno da instituição. O MP-AC diz ainda que Lucena foi diversas vezes requisitado para prestar esclarecimentos, mas não compareceu.
