MP diz que Deolane tem síndrome do pânico, mas pede que ela siga presa

O Ministério Público de São Paulo afirmou, em relatório apresentado nesta segunda-feira (06), que Deolane Bezerra declarou enfrentar síndrome do pânico e optou por dividir uma cela na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista, onde cumpre prisão há 45 dias. O documento rebate o pedido da defesa para transferir a advogada e influenciadora a uma Sala de Estado-Maior ou permitir que ela responda em prisão domiciliar às acusações de lavagem de dinheiro e associação ao crime organizado.
No relatório, o MPSP sustenta que não encontrou irregularidades no atendimento de saúde, na alimentação, na higiene e na segurança de Deolane, nem problemas como superlotação, falta de água potável ou infestação de animais peçonhentos. O órgão também afirma que ela está no Pavilhão Especial, em área com instalações que limitam o contato com as demais detentas, e que havia possibilidade de cela individual. “[Deolane] apresenta síndrome do pânico e receio de permanecer sozinha durante o período em que as portas das habitações permanecem fechadas. A permanência em cela conjunta se deu de forma voluntária e com o consentimento da outra presa.”
O Ministério Público pediu à Justiça paulista que negue o habeas corpus apresentado pela defesa e amparado pela OAB-SP. Deolane se tornou ré no fim de junho por lavagem de dinheiro e associação com organização criminosa. Segundo as investigações, ela atuava como receptora de valores ilícitos da Transportadora Lado a Lado, apontada como operadora em benefício do PCC, e relatórios indicaram movimentações superiores a R$ 27 milhões incompatíveis com a capacidade econômica declarada pela influenciadora.
