MP pede exumação do corpo e amplia investigação sobre morte do cão Orelha

O Ministério Público de Santa Catarina solicitou a exumação do corpo do cachorro Orelha, “se viável”, para a realização de nova perícia e o avanço das investigações sobre a morte do animal em Florianópolis. Em nota, o órgão afirmou haver “necessidade de complementação das investigações” e fixou prazo de 20 dias para o cumprimento das diligências. O caso envolve ainda a coleta de novos depoimentos e análise de materiais já reunidos.
Segundo a apuração, a Polícia Civil de Santa Catarina identificou um adolescente como autor das agressões e pediu sua internação, medida contestada pela defesa. Três adultos também foram indiciados por coação a testemunha. O MP atua por duas frentes: a promotoria da Infância e Juventude pediu a inclusão de vídeos e a exumação para “esclarecer a dinâmica das agressões”, enquanto a área criminal requisitou novas oitivas para apurar possível coação no curso do processo.
Laudos indicam que Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, “que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido”. O ataque teria ocorrido na madrugada de 4 de janeiro, e o cão comunitário, cuidado por moradores da Praia Brava, em Florianópolis, morreu após atendimento veterinário.
