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MPF pede absolvição de Lula em caso de Cerveró

 

Do Jota:

A Procuradoria da República do Distrito Federal pediu nesta sexta-feira (01/09) pediu à Justiça Federal do Distrito Federal a absolvição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do banqueiro André Esteves na ação penal na qual os dois eram acusados de participar de uma trama para comprar o silêncio e evitar a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Em alegações finais, o MPF pede a condenação neste caso do ex-senador Delcídio do Amaral, delator que motivou a investigação, e a consequente retirada de seus benefícios por ter mentido na colaboração. Também devem ser condenados o advogado Edson de Siqueira Ribeiro Filho e os demais denunciados: Maurício Barros Bumlai, José Carlos Bumlai e Diogo Ferreira Rodriguez. Foi nesse caso que Esteves chegou a ser preso por determinação do STF.

Segundo o MP, as investigações mostram que o então senador tinha motivos para tentar evitar que Nestor Cerveró firmasse o acordo de colaboração premiada. O principal deles era impedir a revelação de que ele (Delcídio) recebeu R$ 4 milhões da construtora UTC, como propina e que o dinheiro foi usado em caixa dois em sua campanha ao governo do estado do Mato Grosso.

Para tanto, e por orientação de Edson, nos primeiros anexos entregues ao MPF Nestor Cerveró informara falsamente que os valores foram destinados à campanha presidencial de Lula naquele ano de 2006. Conforme o MPF, “Delcídio estava agindo apenas em interesse próprio. E Cerveró estava sonegando informações no que se refere a Delcídio, e não sobre Lula, a quem inclusive imputava fatos falsos, no intuito de proteger Delcídio”.

Delcído afirmou aos procuradores que todo o dinheiro foi dado por José Carlos Bumlai, por intermédio do filho, Maurício Bumlai, e que ele apenas encaminhou a entrega das cinco parcelas de R$ 50 mil ao ex-diretor da Petrobras a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O MP diz que a afirmação é contestada e desmentida em vários depoimentos colhidos durante a instrução processual. José Carlos e Maurício – ambos denunciados – confessaram ter entregue R$ 100 mil a interlocutores de Delcídio, sustentando que tratava-se de ‘empréstimo’ a este. Além disso, uma testemunha afirmou ter feito empréstimo pessoal ao senador dos recursos utilizados para o pagamento da quarta parcela.

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