MPL nega responsabilidade por quebra-quebra em São Paulo
O Movimento Passe Livre (MPL) negou que os militantes do grupo tenham responsabilidade pelo quebra-quebra promovido no ato de quinta-feira (19). O protesto, convocado pelo movimento para marcar um ano das manifestações que acabaram com a revogação das tarifas do transporte público em diversas cidades do País, terminou ontem com a depredação de agências bancárias e uma concessionária de veículos de luxo na região da marginal Pinheiros (zona oeste).
O coronel do Comando de Policiamento da Capital, Leonardo Torres Ribeiro, disse ontem ter recebido, antes do protesto, uma carta do MPL pedindo que a PM mantivesse distância dos manifestantes durante a caminhada. Ribeiro informou que o pedido citava o ato do Comitê Popular da Copa no dia 15 de maio, que transcorreu sem conflitos, quando provocações geradas pela proximidade da PM e manifestantes deflagrou uma brutal repressão ao protesto. A Polícia Militar decidiu respeitar a solicitação do MPL e levou um efetivo preparado para acompanhar o protesto a distância.
A estudante Letícia Cardoso, 18 anos, militante e uma das porta-vozes do grupo, confirmou o envio da carta à polícia, mas disse que a proposta do movimento foi a de realizar um ato “lúdico” sem confrontos com a polícia.
“A PM tentou negociar um projeto para manter a manifestação segura e a gente escreveu essa carta que tinha a programação do ato. Não queríamos conflito. Nós planejamos o trajeto e dispomos para PM nossas intervenções teatrais e de música, com festa, show. Deixamos claro o objetivo do ato e o percurso e assim não haveria necessidade da presença da PM tensionando o ato”.
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