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MPT recebe 1.140 denúncias de assédio eleitoral após vitória de Lula

Publicação nas redes sociais sobre demissão e boicote por voto político
Publicação nas redes sociais sobre demissão e boicote por voto político. Foto: Reprodução

O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 1.140 denúncias de assédio eleitoral após o resultado da eleição. As queixas, apresentadas entre o fim do domingo de votação e a noite de quarta-feira, equivalem a cerca de 30% dos 3.080 registros feitos pelo órgão durante toda a campanha.

O MPT aponta ameaças de demissão, dispensas, recusa de contratação e outras retaliações motivadas pela escolha política de trabalhadores. Para o procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, “o empresário é dono do negócio, e não do voto do seu empregado”. A discriminação por convicção política no trabalho é ilegal e pode levar à atuação do órgão na Justiça do Trabalho.

O MPT do Paraná recomendou que o vereador e deputado federal eleito Guilherme Kilter (Novo) publique uma retratação após denúncia envolvendo incentivo à demissão de eleitores de Lula. No Rio, decisão liminar determinou que a deputada estadual Índia Armelau (PL) deixe de incentivar empregadores a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores por suas convicções políticas. Listas de boicote a empresas também circularam em aplicativos; em Nova Petrópolis (RS), uma relação que chamava comerciantes de “larápios” levou mais de 30 vítimas a procurar a Polícia Civil.