Apoie o DCM

MPT processa diplomata aposentada por trabalho escravo doméstico no DF

Ilustração de punhos rompendo correntes – Foto: Reprodução

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação civil pública contra a diplomata aposentada Vera Lúcia Barouin Crivano Machado e seu filho, Rodrigo Barouin Crivano Machado, por manterem uma empregada doméstica de 68 anos em condições análogas à escravidão no Lago Sul, em Brasília. O órgão pede R$ 800 mil em indenização: R$ 500 mil por danos morais individuais à trabalhadora e R$ 300 mil por danos morais coletivos.

A doméstica trabalhou para a família por cerca de 35 anos e continuou no serviço após se aposentar, há seis anos, sem registro formal. Ela recebia pouco mais de R$ 4 mil para cuidar de Vera Lúcia, que tem Alzheimer, além de limpar e manter uma casa com sete quartos, sete banheiros, jardim e piscina. A mulher relatou que não tinha férias ou fins de semana livres e passava meses sem voltar para sua casa, em Valparaíso de Goiás, onde vivem seus filhos e uma neta.

O MPT afirmou que a família usava o vínculo afetivo da trabalhadora com a idosa como mecanismo de controle. A investigação começou após denúncia anônima, e uma auditoria levou ao afastamento da empregada e à lavratura de 15 autos de infração. O órgão também pediu liminar para impedir novas irregularidades e garantir registro, controle de jornada, descanso semanal, férias e pagamentos trabalhistas.