Adriane Ribeiro Santos e as filhas, Gleysse Kelly, Ruteh e a acusada, Elisângela Almeida de Oliveira. Foto: Reprodução
A morte da marisqueira Adriane Ribeiro Santos, de 23 anos, e de suas filhas Gleysse Kelly Santos da Conceição, de 5, e Ruteh Santos da Conceição, de 2, tornou-se um dos casos mais chocantes da Bahia. As três morreram entre o fim de julho e agosto de 2018, no distrito de Nagé, em Maragogipe, no Recôncavo baiano, após passarem mal em situações semelhantes. O cachorro da família também havia morrido dias antes, o que levou a Polícia Civil a investigar a hipótese de envenenamento.
A principal acusada é Elisângela Almeida de Oliveira, conhecida como “irmã da igreja”, que se aproximou da família por meio da comunidade religiosa. Segundo a investigação, ela teria participado do preparo ou da entrega de alimentos consumidos pelas vítimas antes das mortes. Laudos posteriores apontaram intoxicação por Terbufós, substância presente em produtos conhecidos popularmente como “chumbinho”. A acusação sustenta que o veneno teria sido usado contra mãe e filhas em momentos diferentes.
O Ministério Público afirma que a motivação do crime teria sido a obsessão de Elisângela por Jefferson Eduardo Brandão, marido de Adriane e pai das crianças. De acordo com o inquérito, ela queria ocupar o lugar da marisqueira e construir uma relação com o pescador. Pronunciada por três homicídios qualificados, com as qualificadoras de motivo torpe, uso de veneno e recurso que dificultou a defesa das vítimas, Elisângela deve ser julgada pelo Tribunal do Júri em 7 de outubro de 2026, quase oito anos após o crime.
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