Mulher que fingia ter 12 anos enganou outros com história de magia negra; entenda

Amanda Maria Souza de Oliveira, que se apresentava como adolescente de 12 anos, já havia enganado moradoras de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, antes da prisão em Joinville (SC). No Rio, em 2023, ela usou o nome Maria Eduarda da Silva Ferreira e disse que fugia de uma rede de exploração sexual supostamente liderada pelo próprio pai, conhecido como “Bruxo Chik Jeitoso”. Com informações de O Globo.
Segundo documentos da Polícia Civil e da Justiça do Rio de Janeiro, o primeiro contato ocorreu por meio de uma conhecida identificada como Viviane. A comerciante Renata Magalhães Turques, uma das mulheres que acolheram Amanda, relatou que a suposta jovem disse inicialmente ter 18 anos e depois afirmou que tinha apenas 12, além de demonstrar receio de encaminhamento ao Conselho Tutelar.
As mulheres receberam Amanda em Nova Iguaçu e passaram a ajudá-la. De acordo com o depoimento, Viviane conseguiu um imóvel no bairro Carlos Sampaio, enquanto Renata dividiu o aluguel, comprou roupas e alimentos e ajudou a montar a casa. Renata também afirmou à polícia que a jovem dizia ter sofrido rituais de magia negra no corpo, produzia desenhos considerados perturbadores e passou por atendimento psicológico e exames médicos após relatos de que expelia agulhas.
O caso chegou à Polícia Civil em 28 de junho de 2023, quando agentes apuraram a situação de uma suposta criança vítima de exploração sexual e cárcere privado em Austin, distrito de Nova Iguaçu. Na delegacia, investigadores identificaram Amanda, então com 35 anos, e apontaram registros em Jundiaí e Minas Gerais com narrativa semelhante. O Ministério Público do Rio denunciou Amanda por estelionato, por duas vezes, falsidade ideológica e comunicação falsa de crime; a Justiça recebeu a denúncia em junho de 2024.
