Polícia indicia mulher que mandou cão morto a gabinete de vereadora

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu a investigação sobre o envio do corpo de um cachorro morto à vereadora Andreza da Rosa, de Novo Hamburgo. A principal suspeita, uma mulher de 64 anos, foi indiciada por maus-tratos qualificados contra animal, injúria real, descarte irregular de carcaça e transporte irregular de resíduo sólido.
Segundo a investigação, o cão, da raça pinscher, pertencia à própria mulher. O animal teria sido atacado por cães comunitários perto da casa dela. A suspeita afirmou que tentou socorrê-lo, limpou os ferimentos e deu dipirona, mas disse não ter condições financeiras de levá-lo a um veterinário. O cachorro morreu na madrugada entre domingo (5) e segunda-feira (6).
Na manhã de segunda, a mulher contratou um motorista por aplicativo para entregar uma caixa à Câmara de Vereadores, destinada à parlamentar. A polícia afirma que o motorista não sabia o conteúdo da encomenda. A investigação apontou que a suspeita queria protestar contra o que considera omissão do poder público em relação aos cães comunitários, mas descartou o crime de ameaça.
