Apoie o DCM

Mulher que aplicou injeção em professora que morreu não é biomédica, diz conselho

A professora Lidiane Gomes de Souza Alves, morta aos 50 anos no DF. Reprodução

O Conselho Federal de Biomedicina afirmou que Valéria Rodrigues de Sousa da Silva, responsável pela aplicação de uma injeção em Lidiane Gomes de Souza Alves, de 50 anos, não tem registro como biomédica nem habilitação para realizar procedimentos injetáveis. A professora morreu horas depois de receber, em um salão de beleza de Ceilândia, no Distrito Federal, uma substância apresentada como um complexo vitamínico contra queda de cabelo.

Segundo o conselho, procedimentos estéticos desse tipo só podem ser executados por profissionais com formação, habilitação específica e registro regular no conselho regional. Lidiane sofreu paradas cardíacas depois da aplicação. A relação entre a injeção e a morte ainda depende dos laudos do Instituto Médico Legal e da perícia.

A Polícia Civil investiga exercício ilegal de atividade de saúde e eventual homicídio, inicialmente tratado como culposo. A Secretaria de Saúde informou que o salão não tinha licença sanitária nem cadastro na Vigilância Sanitária e que o imóvel possuía registro residencial. Frascos usados no procedimento foram recolhidos pelos investigadores.