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Mulher que fingia ser criança pesquisava como autistas agem, dizem vítimas

Amanda Maria Souza de Oliveira, 37, foi presa pelos crimes de estelionato e falsa identidade ao se passar por adolescente de 12 anos em SC. Foto: Reprodução/Record TV

A prisão de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, em Joinville (SC), trouxe à tona novos relatos de pessoas que afirmam ter sido enganadas pela suspeita. Segundo duas mulheres que a acolheram em Nova Iguaçu (RJ), em 2023, Amanda pesquisava na internet como se comportar como uma criança autista para convencer vítimas e obter ajuda financeira e material.

Viviane Henriques e Renata Magalhães, que aparecem como vítimas em um processo anterior contra Amanda, afirmaram em vídeo publicado nas redes sociais que ela se apresentava como uma menina de 12 anos chamada Maria Eduarda. De acordo com os relatos, a mulher dizia ter autismo, afirmava ter sofrido abusos e contava histórias que despertavam solidariedade. “Ela dizia que tinha passado por casa de prostituição, que o pai obrigava ela a tomar hormônios e que tinha autismo. Ela parecia uma adolescente obesa, com autismo”, afirmou Viviane.

As duas mulheres relataram ainda comportamentos considerados incomuns durante o período em que Amanda permaneceu acolhida. Segundo Renata, a suspeita chegou a expelir agulhas pela boca em algumas ocasiões. As vítimas afirmam que investigações posteriores apontaram pesquisas realizadas por Amanda sobre como agir como uma criança autista e como produzir desenhos capazes de sensibilizar pessoas religiosas. “É uma estelionatária, uma narcisista, uma mulher perigosa. É uma pessoa que desenvolveu uma personagem e criou uma narrativa”, declarou Renata.

Amanda foi presa em flagrante após permanecer por 14 meses em uma residência em Santa Catarina fingindo ser uma adolescente de 12 anos. Conforme a Polícia Civil, ela utilizava identidades falsas em diferentes estados desde pelo menos 2018. A Justiça decretou sua prisão preventiva e autorizou a realização de exames de sanidade mental solicitados pela defesa. O inquérito foi concluído com indiciamento por estelionato.