Mulher que fingiu ter 12 anos criou história de exploração e rituais para obter acolhimento

Amanda Maria Souza de Oliveira, presa em Santa Catarina após se passar por uma adolescente de 12 anos, também mobilizou autoridades de Jundiaí (SP) em 2022 ao se apresentar como uma menina vítima de exploração sexual. Segundo boletim de ocorrência registrado na época, ela se identificou como Ana Clara dos Santos Oliveira e afirmou ter sido mantida em cárcere privado desde a infância por uma suposta organização criminosa em Fortaleza (CE).
De acordo com o documento policial, Amanda relatou que era obrigada a se prostituir, recebia hormônios e vivia isolada. Ela também afirmou existir uma suposta rede de exploração infantil ligada a pessoas influentes e descreveu episódios que, segundo seu relato, envolviam violência, punições e rituais, segundo suas palavras, “via bebês sendo oferecidos em sacrifício”. Outra alegação é de que era constantemente castigada com torturas físicas quando não queria fazer programas. As declarações levaram ao acionamento da rede de proteção à criança e ao adolescente do município.
As investigações da Polícia Civil, porém, concluíram que a identidade apresentada era falsa. A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jundiaí identificou que Amanda tinha 34 anos na época e instaurou inquérito por falsidade ideológica. Atualmente, ela responde a uma ação penal na 3ª Vara Criminal da cidade. Em junho deste ano, foi presa em Joinville (SC), suspeita de ter vivido por 14 meses com uma família após se apresentar como uma adolescente de 12 anos.
