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Mulher relata experiência de quase morte após sobreviver a dois aneurismas: ““Vi crianças flutuando”

A publicitária Michele Souto – Foto: Reprodução

A publicitária Michele Souto tinha apenas 31 anos quando sua vida mudou de repente. Após sentir uma forte dor de cabeça e ser diagnosticada de forma equivocada, descobriu que dois aneurismas cerebrais haviam se rompido ao mesmo tempo. A hemorragia levou a uma cirurgia de emergência e a um coma profundo, no qual ela relata ter vivido uma experiência de quase morte: “Vi crianças flutuando, de cima, como se estivesse fora do meu corpo. Não sentia mais dor, apenas uma estranha sensação de paz. Achei que tinha morrido.”

A recuperação foi longa e exigiu reabilitação intensa. Michele perdeu temporariamente a fala e a escrita, precisando reaprender até a assinar o próprio nome. “Foi como nascer de novo”, recorda. Hoje, aos 47 anos, ela convive com pequenas limitações, mas conseguiu reconstruir sua vida, sempre sob acompanhamento neurológico. Seu caso mostra como o aneurisma pode surgir sem aviso e transformar completamente a rotina de quem sobrevive.

Médicos explicam que o aneurisma é uma dilatação nas artérias que pode se romper a qualquer momento, causando hemorragias graves e até a morte. Muitas vezes, a doença não apresenta sintomas até a ruptura. Especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce, do controle da pressão arterial e de hábitos de vida saudáveis como formas de reduzir os riscos. Aneurismas que permanecem pequenos podem ser apenas monitorados, mas, quando se rompem, a letalidade chega a níveis elevados, tornando a prevenção essencial.