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Museus como o Masp já adotam autocensura para evitar repetição do caso da mostra no Santander

 

No Estadão, uma amostra do estrago do fascismo:

O caso da exposição Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, cancelada pelo Santander Cultural de Porto Alegre, após protestos que viralizaram na internet contra o conteúdo da mostra, não é o primeiro nem será o último a levantar a questão da censura às obras de arte por meio da pressão financeira.

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Aqui mesmo em São Paulo, no Masp, temos uma exposição retrospectiva de desenhos e pinturas de Pedro Correia de Araújo, ativo nos anos 1920 e 1930, em que a curadoria, talvez antevendo reações de movimentos como o MBL (Movimento Brasil Livre) – que precipitou o encerramento de Queermuseu–, cobriu com uma pequena cortina preta as cenas eróticas desenhadas pelo pernambucano.

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O Masp encontrou uma forma de manter esse tipo de conteúdo acessível apenas a maiores de idade, adotando o procedimento de avisar que a mostra não é apropriada para todas as idades.

Contudo, uma cortina preta não deixa de ser equivalente a uma tarja, a uma censura de conteúdo. É preciso, afinal, discutir se o Brasil vai ou não patrocinar mostras como a gaúcha Queermuseu ou imitar o exemplo de Trump, que, em março deste ano, enviou ao Congresso uma proposta de eliminar por completo a verba do National Endowment for the Arts.

A censura, considerada como supressão de palavras ou imagens consideradas ofensivas, pode partir do governo ou de grupos de pressão, como os que postaram na internet o vídeo que levou ao cancelamento da exposição Queermuseu.

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Talvez seja bom lembrar que uma sociedade livre é aquela em que os indivíduos podem decidir que arte querem ver. Ou fazer.